O QUE ESTÁ HAVENDO COM BRASÍLIA?

EPISÓDIO 1

NESTE EPISÓDIO VOCÊ ENTENDERÁ COMO SERÁ ESTA SÉRIE E ENCONTRARÁ O MOTIVO PARA ACOMPANHAR AS MUDANÇAS QUE OCORREM EM BRASÍLIA.

  • Qual o objetivo da série?

    Mapear as mudanças e fazer um diagnóstico do estado atual do cenário empreendedor em Brasília.

  • Que diferença isso fará?

    Para empreendedores: Será possível ter uma visão macro das demandas desta cidade e visualizar aquilo que é mais importante para que o seu negócio possa se destacar, além de quais ramos tem se desenvolvido, aonde e quais os motivos.

    Para profissionais: Saberão o que é importante para que possam entrar no mercado de trabalho e se desenvolverem, quais as áreas que estão em crescimento e em declínio, aonde devem procurar por oportunidades e quais as atitudes esperadas pelos empresários.

  • QUAL RESULTADO ESPERADO?

    Poder auxiliar os empreendedores a tomarem decisões mais acertadas por meio dos dados apresentados. E os profissionais a se preparem melhor, assim sendo alcançando o principal resultado: O desenvolvimento do mercado.

Para que possa entender melhor a situação do Distrito Federal, segundo o último censo IBGE a estimativa é que em 2016 a população do DF é de 2.977.216 habitantes.

E possui uma área de 5 779,999 km² correspondendo assim a 0,07% do território do Brasil, o que pode facilitar o desenvolvimento dessa pesquisa a qual pode não abranger todo esse território, no entanto buscará atingir os principais pontos comerciais.

O que acontece na crise?

A partir de 2014 houve uma sinalização de que estávamos entrando em um período de crise, analisando por meio dos indicadores econômicos, mesmo assim fechou o ano com a menor taxa de desemprego desde 2003 com apenas 4,8% de desemprego (média anual).

No entanto logo em 2015 começaram de fato os sinais serem aparentes com o inicio da queda do PIB (Produto Interno Bruto) que continuou em queda até 2016.

E em 2017 atingimos o recorde histórico de 13,7% de desemprego. Ou seja um aumento de 8,9% de desempregados neste período entre 2014 e 2017.

E em Brasília?

Em dezembro de 2014 tivemos uma taxa de desemprego de 11,7% o que apesar de estar acima da média do país era considerada uma taxa baixa.

Enquanto em junho de 2017 chegamos a uma taxa de desemprego de 20,4%. Ou seja, 8,7% de diferença entre a taxa de 2014, tendo um aumento na taxa de desemprego semelhante ao da média nacional.

No entanto apesar do aumento seguir próximo ao percentual nacional, esta taxa superior a 20% é como dizer que 1 em cada 5 Brasiliense está desempregado.

Como o mercado tem reagido?

O comércio em 2015 teve uma grande queda com quase 100 mil lojas que fecharam no Brasil, deste modo contribuindo aos números anteriormente apresentados de desemprego.

Logo em 2016 o número de lojas que fecharam cresceu ainda mais atingindo o maior número desde 2005, com quase 190 mil lojas que fecharam as portas.

Em 2015 foi feito um levantamento em Brasília que mostrou que aproximadamente 21% das lojas nas asas Sul e Norte estão fechadas, sendo um número de 2.153 empresas, são diversas as reclamações levantadas pelos lojistas, dentre elas falta de estacionamento, insegurança e alta carga tributária.

No entanto alguns sobrevivem mesmo mediante a estas queixas, assim gerando a curiosidade de como estes permanecem firmes mesmo com essas dificuldades.

Como o intuito principal é de proporcionar um desenvolvimento do mercado, por meio desta série levaremos os ensinamentos daqueles que permanecem para os demais, além de disponibilizar novas ferramentas para os que estão de portas abertas e para aqueles que têm interesses de abrirem as portas.

O que Brasília tem de diferente?

Se você é de Brasília sabe que aqui temos uma cultura muito forte de funcionalismo público, muito provável que todo brasiliense conheça alguém que é concursado, as vezes na família, as vezes amigos, ou amigos de amigos.

Assim vivemos em uma bolha em que muitos consideram como sinônimo de sucesso ser concursado e de fracasso aquele que é um “autônomo” ou empregado no setor privado. Já o empreendedor em Brasília muitas vezes é tido como louco mesmo.

Desse modo essa é uma das nossas particularidades que leva a uma alta taxa de desemprego, pois muitos esperam por alcançar uma tão sonhada convocação para um cargo público, criando a “cultura do concurseiro”, muitas vezes deixando o emprego e estudando por meses ou anos em busca de um concurso público.

O problema nisso tudo é que com a crise diminuíram-se os concursos e com isso as vagas se tornaram mais escassas e disputadas. Além de levar muitos a desistirem de buscar uma oportunidade.

O que resultou até mesmo em fechamento de unidades de empresas focadas em preparação para concursos públicos.

Quais as novidades?

Como alternativas ao alto preço dos aluguéis na capital federal surgiram diversos festivais e tem aumentado o número de Foodtrucks (Trailers que vendem comida).

Como exemplo disso vem surgindo diversas iniciativas, o Picnick no calçadão, Festival do Sorvete e do Açai, Festival do Churros, dentre outras diversas iniciativas que trouxeram um movimento para a gastronomia local.

Estas alternativas são movidas pela variedade de opções trazendo além de opções de diferentes lanches e também oportunidades de shows, venda de produtos artesanais, atividades esportivas, dentre outras opções.

A cada dia se expande o número de iniciativas, normalmente ocorrem nos finais de semanas, possibilitando uma alternativa cultural gratuita além de uma diversidade de opções possibilitando o desenvolvimento de pequenos negócios em Brasília, que normalmente é o principal ofertante de produtos e serviços nestes festivais.

Além de ter se tornado cada vez mais comum verem pessoas vendendo doces nos ônibus e no metrô. Assim vemos que o “empreendedorismo por necessidade” continua a crescer no Brasil. Pessoas que por necessidade criam algo ou compram algo para revender.

Qual o impacto dessas iniciativas?

Os festivais tem movimentado Brasília trazendo na maioria um público jovem, em boa parte por serem realizados em zonas centrais da cidade tais como o Parque da cidade, Torre de tv, Praça dos cristais, gramado da Funarte, etc.

Este fluxo de pessoas concentradas nesses locais tem por vezes retirado o público que antes permanecia nas Regiões Administrativas (pra você que não é de Brasília, talvez seja como cidades próximas que fazem parte do Distrito Federal).

Por meio dessa série mediremos melhor o impacto destes festivais tanto para os empreendedores que participam e também para o público participante.

Por isso não perca cada artigo sobre e poderá acompanhar os bastidores no Instagram stories para ver ter notícias em primeira mão do desenvolvimento e saberá “O QUE ESTÁ HAVENDO COM BRASÍLIA?“.

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